|
|
atitudes novas... O que você fez pelo meio ambiente nesse ano de 2009? Que tal aproveitarmos o ano novo para começarmos a contribuir também? Não é preciso grande esforço. São pequenas atitudes que podem gerar bons resultados se várias pessoas se unirem e colaborarem. Afinal, este deve ser um compromisso de todos. Aqui vão algumas dicas: - Faça sempre uma revisão no carro. Além de evitar possíveis dores de cabeça, um veículo que funciona corretamente consome menos combustível e emite menos gases causadores do efeito estufa - Ao comprar um carro, dê preferência aos veículos flex e que sejam mais econômicos - Procure sempre comprar aparelhos eficientes em consumo de eletricidade - Desligue as luzes dos ambientes não utilizados -Retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com as luzinhas vermelhas acesas) - Se puder, instale painéis solares para aquecer a água. A longo prazo, você poupará energia e dinheiro - Substitua as lâmpadas principais da casa por lâmpadas fluorescentes compactas, consomem 75% a menos do que as convencionais - Não jogue pilhas, baterias veiculares e de celular no lixo. Esses materiais contêm elementos tóxicos em sua composição que podem prejudicar o meio ambiente. Procure grandes redes de supermercado, lojas de eletroeletrônicos e assistência autorizada para deixá-los - Jamais jogue óleo de cozinha no ralo da pia; ele entope a canalização dos esgotos. Uma alternativa é armazená-lo em garrafas de refrigerante e doá-lo para pessoas que fazem sabão caseiro - No trabalho, verifique se as luzes estão desligadas ao sair - Ao escovar os dentes e ao fazer a barba, deixe a torneira da pia fechada. Reabra para enxaguar a boca. Proceda da mesma forma quando fizer a barba - Evite banhos demorados. Na hora de passar o xampu e o sabonete, desligue o chuveiro. Um banho de 15 minutos em chuveiro elétrico consome 144 litros de água - Para molhar as plantas, use um regador ou mangueira com esguicho tipo revólver - Só utilize a máquina de lavar quando estiver com sua capacidade total. No tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Utilize a água usada no tanque para lavar o quintal e área de serviços - Jamais use água para varrer a calçada e quintal. Utilize a vassoura. Se lavar a calçada ou o quintal com a torneira aberta por 15 minutos, você consumirá cerca de 280 litros de água - Evite o consumo de sacolas plásticas Essas são algumas atitudes, dentro de milhares que podemos tomar em prol do meio ambiente. ESTÁ NA HORA DE AGIR... A cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudança climática, destinada a discutir metas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, foi iniciada no dia 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. A maior reunião já realizada sobre o aquecimento global, que reúne 15 mil pessoas, delegados de 192 países, ambientalistas e ONGs, se propõe a superar a grande brecha entre países ricos e pobres para combater os efeitos das emissões de CO2 nas próximas décadas. O encontro contará com a presença do presidente americano, Barack Obama, e da China, Hu Jintao e será liderada pelo primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen e deve ainda definir a resposta mundial ao aquecimento global que ameaça o planeta. O debate, contudo, não será fácil. Serão duas semanas de negociações, que chegarão ao fim em 18 de dezembro na presença de mais de cem chefes de Estado e de Governo. A conferência começou, após 45 minutos de atraso, com a exibição de um filme sobre os povos do mundo que enfrentam as consequências do aquecimento global. A missão da conferência, histórica por seu tamanho, é limitar a dois graus centígrados o aumento da temperatura média da superfície Agir é melhor que esperar por Copenhague, recomenda Nobel aos cidadãos As pessoas deveriam começar a agir por conta própria contra o aquecimento global, em vez de esperarem que seus líderes definam as medidas a serem tomadas, disse Elinor Ostrom, que se tornou neste ano a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Economia. "Estou muito preocupada em que pensemos (...) que as negociações internacionais sejam a única coisa que possa acontecer, e que fiquemos sentados e esperemos", disse Ostrom a jornalistas em Estocolmo. "Há um enorme número de coisas que as pessoas podem fazer em pequena escala (...), de modo que, além de esperar que os grandões lá em cima tomem suas decisões, podemos agir. Porque, se esperarmos demais, pode ser desastroso." Ostrom, da Universidade de Indiana (EUA), recebeu metade do prêmio de 10 milhões de coroas (1,43 milhão de dólares) por demonstrar que as comunidades podem gerir melhor seus recursos comuns do que o Estado. Ela alertou para a complexidade do desafio climático. "Se você quer parar uma guerra, é duro. Mas resolver um problema que é ao mesmo tempo biológico, químico e humano é um desafio muito maior", afirmou a economista. Contaminação química atinge mais de 2 milhões no Brasil Mais de 2,1 milhões de pessoas vivem expostas à contaminação química no Brasil nas 2.527 áreas com solo contaminado detectadas pelo governo. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e fazem parte de uma coleta de informações feita em estados e municípios entre 2001 e 2008. Os principais produtos que prejudicam a saúde humana identificados na pesquisa são agrotóxicos (20%), derivados do petróleo (16%), resíduos industriais (12%) e metais (11%). Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam relação direta entre degradação do meio ambiente e problemas de saúde. Segundo a OMS, 24% das doenças e 23% das mortes prematuras são fruto de problemas ambientais. A OMS estimou em 1990 que deveriam ocorrer no mundo, anualmente, 3 milhões de casos de intoxicação aguda, mais de 700 mil casos de efeitos adversos crônicos, como distúrbios neurológicos, cerca de 75 mil casos de câncer por exposição e 220 mil mortes. O Ministério do Meio Ambiente divulgou uma lista que pontua os veículos vendidos no Brasil de acordo com o grau de emissão de gases poluentes. Os 402 carros (todos produzidos em 2009) receberam pontuação de uma a cinco estrelas, em que quanto menor a poluição maior a quantidade de estrelas. De acordo com o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), “veículos com melhores notas são mais econômicos e o consumidor gasta menos. Ele vai estar poluindo menos, emitindo menos CO2, ou seja, contribuindo menos para o aquecimento do planeta e também gastando menos combustível, fazendo bem para o bolso”, afirmou. Entre os menos pontuados estão 10 carros da Citroën, entre eles o Xsara Picaso GXA 2.0 e o C4 2.0. Outros cinco carros são da Peugeot, todos do modelo 407 2.0. Três carros da Mitsubishi, entre eles o Pajero HPE 3.8 e dois carros da Volkswagen, modelos do Jetta 2.5. Entre os carros que receberam cinco estrelas (todos flex) sete são da General Motors, sendo 6 modelos diferentes do Celta 1.0 e 1.4 e o Prisma 1.0. A Fiat tem seis modelos no topo da lista, entre eles o Idea, Palio, Siena e Stilo, todos 1.8. A Volkswagen teve cinco carros entre os mais bem pontuados, todos modelos do Fox e do Spacefox 1.6. A Citroën tem três C3 1.4 com cinco estrelas e o Ford KA 1.0 completa a lista. Meta para CO2 é “populismo infantil”, diz senadora ruralista Presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) classificou de “populismo infantil” as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa anunciadas pelo governo. Às vésperas da conferência do clima de Copenhague, a senadora defende a imediata anistia aos produtores rurais que desmataram acima do limite legal. A votação em regime de urgência de nova proposta de mudança no Código Florestal é tema de reunião do governo no Senado. A lei proíbe que proprietários rurais desmatem uma parcela entre 20% e 80% de suas terras, dependendo da região do país. A CNA calcula em R$ 425 bilhões o custo para recuperar áreas de reserva legal que foram desmatadas. O valor equivale a 15% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. “Não é razoável replantar áreas ocupadas hoje pela produção de alimentos; não dá para falar na questão ambiental sem dizer quanto custa”, insistiu a senadora. “O presidente Lula anunciou as metas [de redução das emissões de gases], mas ninguém sabe quanto custa; é uma irresponsabilidade, é populismo infantil, é querer competir com o Obama”, classificou. Queimadas causam chuva ácida no AM Uma chuva ácida, provocada pela poluição das queimadas, foi registrada em Manaus. “O maior contribuinte são as queimadas. Depois, as termelétricas, os veículos e, por último, as indústrias”, diz a meteorologista Lúcia Gularte, do Instituto Nacional de Meteorologia. Há meses a região central da Amazônia enfrenta intensificação das queimadas. Desde julho ocorre estiagem atípica. Com chuvas abaixo da média, a névoa de fumaça, com poluição, não se dissipa. Vale ressaltar que toda chuva é ácida por causa do gás carbônico presente na atmosfera. No entanto, quando ela fica ácida demais, acaba se tornando um problema ambiental. Os dois principais causadores da chuva ácida são os óxidos de enxofre e os óxidos de nitrogênio, que são os principais ácidos da chuva ácida. Os efeitos da chuva ácida no ambiente podem ser sentidos no crescimento das plantas e na reprodução da vida marinha, que são prejudicados, na deterioração do solo e até na danificação de monumentos e metais. Em 2050, cada cidadão brasileiro perderá de R$534 à R$1600 de sua renda anual devido à mudança climática, indica um estudo feito por 12 instituições. A redução no PIB nacional será de 0,5% a 2,3%, o equivalente a perder um ano de crescimento. O trabalho mostra que o aumento das desigualdades sociais e regionais será o pior legado da crise do clima no país. Coordenado pelos economistas Jacques Marcovitch, (USP), Sérgio Margulis (Banco Mundial), e Carolina Dubeux, (UFRJ), o estudo “Economia do Clima” pôs o problema em perspectiva nacional pela primeira vez. Para chegar aos valores finais, os pesquisadores abordaram vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde. O trabalho simula dois cenários de crescimento econômico para Brasil: um baseado em uma economia “limpa”, que respeita o ambiente e outro em uma economia suja. O resultado mostra que a crise do clima se deve ao fato de que o mundo é redondo. “Se o Brasil fizer um grande esforço para reduzir a emissão dos gases do efeito-estufa, mas os outros países não fizerem nada, o clima vai mudar aqui de um jeito ou de outro”, explica Dubeux. “Só a totalidade dos países pode mitigar a mudança do clima.” Contudo, se o Brasil adotar uma economia mais limpa, sairá ganhando de qualquer jeito, pois o modelo ecologicamente correto é economicamente mais robusto, diz Margulis. Terra precisaria de 18 meses para suprir o que a humanidade consome em um ano A Terra suporta cada vez menos o impacto das atividades humanas: o planeta precisa de 18 meses para gerar recursos que a humanidade consome em um ano, segundo estudo de um grupo de pesquisa privado americano. Os dados levantados em 100 países indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, a um ritmo 44% maior do que a natureza pode produzir e absorver. O estudo revela também uma crescente disparidade entre os países com relação ao impacto ecológico por habitante. Se todos os habitantes da Terra vivessem como um americano médio, seria necessário o equivalente a cinco planetas para produzir os recursos alimentícios e energéticos consumidos e absorver o CO2 emitido. E se cada um consumisse como o europeu médio, seriam necessários dois planetas e meio, calcularam os autores do estudo. ”As ameaças que estamos enfrentando, como a mudança climática, o desmatamento, a diminuição da pesca, a super-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante”, indicaram. Governo prorroga desconto do IPI para veículos e incentiva “carro verde” O ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou a manutenção das alíquotas mais baixas de IPI de carros flex. Os carros flex de mil cilindradas terão a alíquota mantida em 3% até 31 de março de 2010. Para carros flex com até 2.000 cilindradas, permanecerá em 7,5% até o fim de março. Segundo a Anfavea (associação dos fabricantes), até outubro, 88,6% dos veículos vendidos no país são bicombustíveis. De acordo com o ministro, a prorrogação do corte do IPI é importante porque o setor automobilístico é grande empregador e tem investimentos significativos. “É uma indústria estratégica e, além disso, tem uma simbologia. No pior da crise, houve um temorização no consumidor brasileiro. Tínhamos que afastar esse temor e, para isso, tínhamos que criar confiança. Escolhemos a industria automobilística porque ela tem uma representatividade”, completou. O ministro também anunciou que vai incentivar a produção dos veículos menos poluentes. Um estudo será realizado e o primeiro relatório a respeito sai no dia 31 de março de 2010. De acordo com o ministro, foi criado um grupo de trabalho para estudar formas de estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no setor automotivo no Brasil e a produção de veículos menos poluentes.26/11/09 A Cesp (Companhia Energética de São Paulo) foi multada em R$ 1,5 milhão pela Polícia Ambiental de Mato Grosso do Sul em razão da mortandade de peixes no rio Paraná provocada pelo fechamento das comportas da usina de Jupiá, na divisa com São Paulo, durante o apagão do último dia 10 de novembro. A brusca diminuição da vazão do rio na parte que se segue à represa da usina matou, por falta de oxigênio, em torno de uma tonelada de peixes piapara, tucunaré e traíra, segundo o comandante da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul, major Carlos Matoso. Para o major, o dano foi agravado por tratar-se de período de reprodução dos peixes. “É época de piracema, em que se dá uma trégua na pesca para permitir a sustentabilidade”. As mortes só seriam evitadas, diz Matoso, caso o sangradouro (usado para liberar o excesso de água da represa) tivesse sido aberto no mesmo instante em que as comportas se fecharam, garantindo assim vazão suficiente para oxigenar os peixes. A Cesp disse, por meio de nota, que a “perturbação ocorrida no Sistema Interligado Nacional levou ao desligamento” das turbinas da usina de Jupiá e que suas equipes “tomaram medidas imediatas no sentido de recompor a vazão abaixo da barragem, abrindo o vertedouro para manter a vazão adequada, o que evitou uma mortandade maior de peixes”. Plano de estímulo para agricultura ecologicamente correta deve custar R$ 10 bi O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) apresentou um plano de estímulo aos produtores brasileiros para enquadrá-los em um modelo ecologicamente mais correto. Stephanes sugeriu a criação de uma linha de financiamento para capacitação técnica do produtor agrícola de R$ 10 bilhões. Parte desses recursos, algo em torno de R$ 1 bilhão, servirá para a criação de um fundo perdido, ou seja, um fundo para liberar recursos sem necessidade de devolução. O intuito do fundo é oferecer juros favorecidos para quem decidir adotar tecnologias que economizam a emissão de gases causadores do efeito estufa. A proposta equivale a um aumento de 10% dos financiamentos no setor. “Não serão custos muito grandes em função dos benefícios que eles apresentarão”, disse Stephanes. Reflorestamento, integração da lavoura com a pecuária, fixação de nitrogênio e plantio direto são algumas medidas que poderiam representar 166 milhões de toneladas por ano a menos na emissão de gás carbônico. Segundo o ministro, é uma proposta factível e o produtor também deve ganhar com ela. “Se ele [o produtor] adotar recuperação de áreas degradadas, ele vai ganhar mais solo, se fizer plantio direto adequado, maior produtividade”, disse. Frota flex evitou 75 mi de toneladas de CO2, diz Unica
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou que a proposta brasileira a ser levada à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, é de uma redução de cerca de 40% na emissão de gases de efeito estufa até 2020. Segundo ele, desse total, 20% deverão resultar da queda do desmatamento na Amazônia e 20%, de ações para preservar o cerrado e de iniciativas que promovam a eficiência energética e o uso do chamado aço verde (produzido a partir de carvão vegetal do reflorestamento) e de biocombustíveis, entre outros. Minc disse que ficou contente depois que setores importantes da economia brasileira e que temiam os cortes perceberam que vão ganhar com a proposta brasileira. A agricultura, segundo ele, ganha produtividade com a recuperação do solo e com o plantio direto, enquanto o aço verde deve prosperar como “uma marca que vai abrir mercados”. Para o ministro, é possível avançar ainda mais na redução do desmatamento na Amazônia, porque “o Brasil tem experiência” para isso. Ele afirmou que o país deve registrar, em 2009, o menor índice de desmatamento dos últimos 21 anos. Um dos prédios mais altos do mundo vai virar ‘verde’ Um dos edifícios mais altos do mundo, o Taipei 101, com 509 metros de altura e 101 andares, deve passar por uma extensa reforma no valor de aproximadamente R$ 3,09 milhões para se tornar o arranha-céu ecológico mais alto do mundo. A administração do prédio, espera receber um certificado do programa americano Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente, o maior programa de certificados deste tipo e também o que mais cresce. A corporação financeira de Taiwan, proprietária do prédio, anunciou o investimento nos próximos 18 meses para cortar o uso de energia e de água e diminuir as emissões de carbono em até 10%. Para isso, deverão ser instalados novos e mais eficientes sistemas de energia e encanamento. A administração também pretende encorajar as 10 mil pessoas que trabalham no prédio a reciclar, manter o ar-condicionado a uma temperatura de 26 graus, usar o transporte público e comprar comida nos arredores, para cortar a emissão de carbono das entregas de refeições. A vice-presidente assistente do Taipei 101, Kathy Yang, disse que o projeto deve gerar uma economia de cerca de R$ 1,06 milhão por ano e atrair como novos locatários empresas que desejam ser ambientalmente responsáveis. Ministro propõe ‘IPI verde’ para carros O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, trabalha numa proposta polêmica. Ele defende o fim do incentivo tributário para o carro com motor 1.0, o “popular”, que desde 1993 paga menos imposto que os carros com motores mais potentes. O ministro propõe a transferência desse benefício para automóveis de baixo consumo de combustível. Os carros mais econômicos, diz Jorge, pagariam um Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor. O “IPI verde”, como foi apelidado, já está sendo adotado para alguns eletrodomésticos, como geladeiras e máquinas de lavar. Jorge defende o mesmo mecanismo para os carros. Diz que a potência do motor não é um critério correto para definir quem vai pagar mais ou menos imposto. Ele afirma que a mudança não seria feita agora, mas seu ministério e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) estão trabalhando há pouco mais de dois anos nesse projeto. O presidente Lula da anunciou uma linha de crédito de R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será destinada a cooperativas de reciclagem. Em seu programa de rádio “Café com o Presidente”, Lula disse que o crédito estará disponível durante os próximos dois anos e terá como principal objetivo financiar a construção de locais adequados para o processo de reciclagem. Lula fez um pedido para que os prefeitos formem cooperativas de reciclagem e não entreguem esse trabalho a grandes companhias. “Se um prefeito resolve acabar com o emprego de 200 ou 300 pessoas que estão na reciclagem para colocar um empresário [no lugar], o que vai acontecer é que em vez de dar salário a 300 estará enriquecendo apenas um”, afirmou. Governo prorroga corte do IPI para eletrodomésticos, mas adota critério ecológico A forte pressão do varejo e dos fabricantes de eletrodomésticos da linha branca levou o governo a prorrogar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos a menos de dois meses do Natal. Agora, novas alíquotas reduzidas vão vigorar até 31 de janeiro. Desta vez, no entanto, foi fixado um critério ambiental, e a alíquota do IPI irá variar de acordo com a eficiência energética de cada produto. Essa política deverá ser adotada para outros setores daqui em diante. No caso das geladeiras, a alíquota original de 15% de IPI foi reduzida para 5% em maio. Agora, será de 5% apenas para os aparelhos que tiverem o selo Procel (classe A de eficiência energética, ou seja, mais econômicos). A alíquota sobe para 10% nos produtos de classe B e para 15% nos demais. A eficiência energética dos eletrodomésticos é medida pelo Inmetro, que classifica os itens de A a G, sendo que os mais econômicos recebem um selo chamado Procel. Na prática, o benefício fiscal maior vai atingir a maioria dos eletrodomésticos vendidos no Brasil, 60% das geladeiras no país têm o selo Procel; no caso das máquinas de lavar, são 97%. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o novo IPI verde vai promover uma economia de 20% no consumo de energia do setor. Metas do Brasil para Conferência do Clima emperram por falta de consenso Sem conseguir entrar em consenso, o governo não pode detalhar em números as metas de redução de gases poluentes que estão sendo discutidas para serem apresentadas, em dezembro, durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague. Diante da resistência dos países ricos em mostrar metas mais ousadas para a queda do lançamento de CO2, o governo deve elaborar um documento apenas com as linhas gerais das medidas que devem ser adotadas até 2020. O Ministério do Meio Ambiente defende redução de 40% das emissões nacionais até esse prazo, mas enfrenta resistências do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Itamaraty. O presidente Lula se reuniu por mais de três horas com representantes das áreas ambiental e econômica do governo para avaliar quanto o país está disposto a reduzir das emissões nacionais de gases de efeito estufa em relação à tendência atual de crescimento. No encontro, os integrantes do governo não chegaram a um entendimento. O presidente deu um prazo até o próximo dia 14 para que os ministros tentem fechar uma proposta. Gordon Brown fez um discurso soturno para pedir ação urgente e cortes maiores nas emissões de gases-estufa sob pena de que o mundo enfrente uma “catástrofe”. O premiê britânico também exortou seus colegas a comparecerem em dezembro à cúpula do clima em Copenhague, que deve selar um novo acordo sobre o tema. “Temos de progredir especialmente em financiamento”, disse Brown. “Isso requer que os países desenvolvidos apresentem ofertas e que aqueles em desenvolvimento apresentem planos e ações, compromissos práticos que ambos temos de fazer e manter.” O premiê afirmou ontem ter posto em discussão um pacote de propostas sobre como organizar o financiamento, que poderia chegar a US$ 100 bilhões anuais em fundos públicos e privados até 2020. Emergentes e países desenvolvidos estão em um cabo de guerra sobre os custos da redução das emissões nos segundos e a quem cabe o ônus maior. “Vamos enfrentar restrições e desafios políticos enormes. E o primeiro passo é reconhecer isso e determinar que as barreiras precisam ser superadas”, declarou Brown. O britânico afirmou que será necessário um corte de emissões maior do que o que aquele que os países da União Europeia e o Japão já ofereceram para 2020, que reduziria as atuais 50 bilhões de toneladas de gases emitidos para cerca de 48 bilhões. Para Brown, seria necessário chegar a 44 bilhões. Japoneses apresentam o que dizem ser a primeira rosa azul A multinacional japonesa de bebidas Suntory apresentou em Tóquio o que assegura ser a primeira rosa azul do mundo, cuja cor se assemelha ao violeta, embora, segundo os criadores, em sete dias a flor adotará tons azulados. Em colaboração com a australiana Calgene Pacific, a empresa japonesa Suntory levou duas décadas para conseguir a flor azul, um objetivo perseguido por botânicos do mundo todo. Apesar da tonalidade violácea, 100% dos pigmentos de suas pétalas são azuis, motivo pelo qual é possível definir esta como a primeira rosa azul do mundo. A flor será vendida no Japão a partir de 3 de novembro, por um preço de entre 2 mil e 3 mil ienes (entre R$ 37 e R$ 56) a unidade. Nos meses de novembro e dezembro, Suntory espera vender cerca de 6 mil rosas e para o próximo ano o desafio é negociar 50 mil unidades, número que prevê multiplicar por quatro até 2011, totalizando 200 mil flores. União Européia não chega a acordo sobre fundo climático As negociações para um novo pacto da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o clima foram paralisadas quando os ministros de Finanças da UE (União Européia) não chegaram a um acordo sobre a ajuda financeira para os países pobres. A Índia reiterou seu pedido de ajuda para reduzir suas emissões. O impasse entre os ministros de Finanças dos 27 países do bloco europeu significa que a ajuda da UE a países em desenvolvimento ficará para outra cúpula européia. “É um resultado decepcionante”, disse a jornalistas o ministro de Finanças sueco, Anders Borg, cujo país está na Presidência rotativa do bloco até o fim do ano. Por outro lado, os países em desenvolvimento dizem que não podem reduzir suas emissões e se adaptar à mudança da temperatura sem a ajuda das nações industrializadas, que ficaram ricas potenciando suas indústrias com hidrocarbonetos e contaminando a atmosfera. 22/10/09 O presidente Lula afirmou que o Brasil não pode assumir uma meta de desmatamento zero, em declaração feita durante a cúpula entre Brasil e União Européia, em Estocolmo, na Suécia. Durante a reunião, o plano brasileiro de reduzir o desmatamento em 80% até 2020 foi defendido como modelo para outros países com florestas tropicais. “Nem que fosse careca o Brasil pode assumir uma meta de desmatamento zero, porque sempre vai haver alguém que vai cortar alguma coisa. O que o Brasil está fazendo é algo muito revolucionário e muito forte”, disse Lula, em resposta a uma reivindicação feita pela ONG Greenpeace, que realizou um protesto em frente ao local da cúpula. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, defenderam que o plano brasileiro de desmatamento seja adotado como modelo por outros países. “O Brasil adotou um plano muito ambicioso em termos de desmatamento, que pode ser exemplo para outros países do mundo que também têm florestas tropicais”, disse Barroso. Brasil pode ajudar países pobres a combater mudança climática, diz Amorim O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o Brasil não descarta ajudar financeiramente países mais pobres a combater as mudanças climáticas, mas que a maior parte destes custos devem recair sobre as economias mais ricas. “Não vamos excluir isso. Não é um problema para o Brasil contribuir com outros países. Agora, é claro que a carga principal não pode ficar para os países emergentes”, afirmou Amorim. Os líderes europeus querem o apoio do governo brasileiro para a proposta de fazer com que países ricos e emergentes contribuam financeiramente para o combate ao aquecimento global em países pobres. Estima-se que estas iniciativas necessitem de investimentos da ordem de 100 bilhões de euros. “Cooperar nós estamos dispostos. Mas a carga principal, tanto no que diz respeito às obrigações em emissões, quanto no que diz respeito ao financiamento, tem que ser dos países mais ricos. Não se pode procurar transferir esse ônus”, disse Amorim. O ministro citou programas de reflorestamento que o governo brasileiro desenvolve no Haiti e no Timor Leste como exemplos da contribuição brasileira e ressaltou que o Brasil não tem “recursos sobrando como têm os países ricos”. Obama ordena que órgãos federais dêem exemplo e não poluam ambiente O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou aos órgãos do governo federal que não poluam o ambiente e que dêem o exemplo na redução da emissão de gases poluentes. Em uma ordem executiva o presidente estabeleceu objetivos que deverão cumprir os organismos federais para reduzir as emissões. A idéia é tratar de reduzir a poluição ambiental nos edifícios federais, economizar água, reduzir o lixo, apoiar às comunidades que promovem a qualidade do meio ambiente, além de impulsionar produtos e tecnologias que ajudem na conquista desses objetivos em um prazo de pouco mais de 10 anos. Concretamente a ordem exige o cumprimento de certos objetivos, entre eles uma redução no uso de combustíveis de 30%, um melhoramento de 26% no uso eficiente de água para 2020 e um aumento de 50% nos índices de reciclagem para 2015. “Ao ser o maior consumidor de energia na economia dos EUA, o governo federal pode e deve dar o exemplo quando se trata de criar formas originais de reduzir as emissões de gases, aumentar a eficiência energética, conservar água, reduzir o lixo e usar produtos e tecnologias ambientalmente responsáveis”, assinalou o presidente. O governo federal é o maior empregador com mais de 1,8 milhões de trabalhadores civis que realizam suas atividades em meio milhão de edifícios e usam 600 mil veículos. Quem ainda quiser ver ipês-amarelos, jacarandás-mimosos e sibipirunas floridos, deve correr para os parques enquanto há tempo. O inverno chuvoso que acabou na semana passada antecipou a floração de várias espécies de árvores. Com isso, a tendência é que esse colorido também desapareça fora de época, ainda nas primeiras semanas da primavera. “Não é que a primavera vai ter menos flores. Foi a primavera das plantas que começou desta vez mais cedo”, diz Adriana Fidalgo, pesquisadora do Instituto de Botânica de São Paulo. Ela explica que as chuvas de agosto e setembro estimularam o metabolismo das plantas. Combinada com dias ensolarados, as águas acabaram funcionando “como um gatilho” para a floração. Ainda de acordo com a pesquisadora, a antecipação da época das flores não é incomum. É um fenômeno típico em cidades grandes, onde as árvores têm mais contato com a poluição, além de estarem mais vulneráveis a alterações artificiais de temperatura e à pouca permeabilidade do solo. Isso não significa, no entanto, que o período das flores já tenha chegado ao fim. “Várias outras plantas ainda estão brotando. Se as chuvas continuarem e o frio der trégua, podemos esperar mais flores para a estação”, diz Adriana. Crise reduz emissões originadas por exportações A queda das exportações brasileiras em decorrência da crise financeira fez o Brasil lançar 9,7 milhões de toneladas de gás carbônico a menos na atmosfera, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). As emissões evitadas na crise equivalem a quase 1% das emissões totais do país. O trabalho calculou a redução de emissões de agosto de 2008 a junho de 2009. O estudo ficou restrito aos principais produtos de exportação. Os impactos mais significativos foram da indústria de ferro e aço. No período de 11 meses, a queda nas exportações teria evitado a emissão de 7,5 milhões de toneladas de CO2. A indústria automobilística aparece em segundo lugar. Considerando apenas as exportações de automóveis, 1,8 milhão de toneladas de carbono deixaram de ser lançadas. Segundo o coordenador do estudo, José Aroudo Mota, não há dados disponíveis para estimar a queda total das emissões nacionais. Mudança climática em 2050 causará fome a 25 milhões de crianças O efeito adverso da mudança climática na produção de alimentos causará a fome de 25 milhões de crianças em 2050 se não se tomarem medidas para evitá-lo, advertiu o IFPRI (Instituto Internacional de Política Alimentaria). “Este drama pode ser evitado com um investimento de US$ 9 bilhões anuais para aumentar a produtividade agrícola e ajudar produtores a enfrentar os efeitos do aquecimento global”, afirmou em comunicado o investigador Gerald Nelson, um dos autores do relatório do IFPRI. “Melhores estradas, sistemas de irrigação, acesso a água potável e escolarização para crianças são essenciais”, acrescentou Nelson. Os líderes do G20 acordaram na semana passada em Pittsburg (EUA) doar US$ 2 bilhões para combater a fome, enquanto a ONU anunciou uma cúpula sobre o problema. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pressionou o Banco Mundial e outras instituições multilaterais para que aumentem suas contribuições ao terceiro mundo, em um momento em que “ainda mais pessoas não têm acesso a alimentos porque os preços são incrivelmente altos por causa da crise econômica ou a falta de chuvas”. “A população da Terra será 50% maior que a atual em 2050 (...) os desafios serão enormes até sem mudança climática”, acrescentou o investigador. O presidente Lula deverá anunciar as principais medidas do selo verde para os biocombustíveis. O anúncio acontece um ano e dois meses depois de ter prometido, numa encontro em Bruxelas, que a cana de açúcar não aumentaria o desmatamento. Na ocasião, Lula afirmou que o biocombustível brasileiro não aumentaria o desmatamento nem avançaria sobre a produção de alimentos. Desde então, esse compromisso ficou limitado às palavras. Entre as principais medidas do selo verde está a proibição da cana ser plantada numa área de 4,6 milhões de quilômetros quadrados e em regiões de vegetação nativa. Coincidência ou não, o fato é que depois da ex-ministra Marina Silva aventar com a possibilidade de disputar as eleições presidenciais, até a ministra Dilma Rousseff, que sempre demostrou enorme desprezo pelo tema, passou a incluir a preocupação com o meio ambiente nos seus discursos. Novo premiê do Japão promete reduzir emissão de gases em 25% até 2020 O novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, anunciou que o seu governo pretende, até 2020, reduzir em 25% a emissão de gases que causam o efeito estufa, tomando como base os níveis de 1990. “Essa era uma de nossas metas anunciadas na campanha eleitoral, então vamos precisar contar com a vontade política e também utilizar todas as ferramentas legais para alcançar os resultados”, afirmou Hatoyama durante um fórum sobre meio ambiente. Os 25% são muito mais ambiciosos do que os 8% anunciados como meta para o mesmo período pelo antigo governo, conhecido aliado do setor empresarial. Num discurso duro, Hatoyama disse que o Japão vai adotar medidas rígidas para chegar ao objetivo e espera contar com o apoio de outros países. “Vamos estabelecer uma estrutura funcional que vai envolver todos os principais países”, disse o primeiro-ministro. “Para isso, precisaremos de apoio financeiro e tecnológico”, emendou. A decisão foi elogiada até por organizações ambientalistas que historicamente sempre criticaram a posição japonesa. O Japão é a segunda economia do mundo e o quinto maior emissor de gases de efeito estufa. Em cinco anos, carros terão de sair de fábrica poluindo 33% menos Um problema que mantém o país no passado, no atraso, é a poluição do ar causada por carros e caminhões. Na maioria das grandes cidades do mundo, essa poluição diminuiu dramaticamente, quase não existe mais. Aqui, é uma fumaça negra, que faz mal. Em cinco anos, os carros vão ter de sair de fábrica com filtros. A redução determinada pelo governo federal é considerada pequena. A indústria automobilística diz que vai atender à resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Mas, o motorista precisa fazer a manutenção do automóvel. Segundo especialistas, é fundamental manter uma fiscalização rigorosa da frota. Os sensores colocados no escapamento medem em detalhes a poluição que os veículos emitem. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os automóveis têm que passar por uma inspeção anual. Mas, na capital paulista, só os carros novos são vistoriados. Pelas ruas, carros soltando fumaça ainda são comuns. “De nada adianta o fabricante investir em tecnologia, investir em um veículo ambientalmente mais equilibrado, mais eficiente, se o proprietário não faz a parte dele que é a manutenção”, comenta o diretor-executivo da Controlar Eduardo Rosin. A partir de 2014, os veículos leves movidos a gasolina e álcool terão que sair de fábrica poluindo 33% menos. Uma proposta ousada para geração de energia acaba de receber verba para entrar em fase de testes. Se a idéia do engenheiro Scott Brusaw der certo, rodovias do futuro poderão ser pavimentadas não com asfalto, mas com painéis solares para gerar eletricidade. Não é algo tão inusitado quanto parece, diz Brusaw. Dependendo da escala, essa seria uma solução viável para substituir usinas a carvão e gás e ajudar a frear o efeito estufa. O engenheiro recebeu US$ 100 mil do Departamento de Transporte dos EUA para fazer um protótipo. É pouco, levando em conta que o metro quadrado de asfalto custa em media cerca de R$ 30. O “metro quadrado” de painel solar, custa mais de R$ 2.000. 1 km de uma hipotética rodovia solar de pista dupla, porém, produziria energia suficiente para suprir uma cidade de 5.000. O problema é que esse quilômetro sai por R$ 30 milhões. A longo prazo, a tendência é que a idéia se torne mais barata. “O custo dos painéis vem caindo bastante nos últimos tempos. Se o mercado crescer, o preço dos painéis diminuirá mais”, diz Elizabeth Pereira, física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Banco Mundial pede esforço sem precedente dos países ricos na questão climática O aquecimento global vai aumentar as desigualdades entre ricos e pobres, alertou o Banco Mundial (Bird) em seu relatório anual, em que pede aos países desenvolvidos um esforço sem precedente. No documento publicado o Bird exorta os países ricos a “liderar o combate contra o aquecimento assumindo metas muito estritas” na próxima conferência do clima, em dezembro, em Copenhague. Nesta conferência crucial, a comunidade internacional deverá finalizar um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, em virtude do qual todos os países desenvolvidos, com exceção dos Estados Unidos, prometeram reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Estas emissões, começando pelas de CO2, são as maiores responsáveis pelo aquecimento global, que já provocou um aumento de 0,8º C desde o início da era industrial. Enquanto países ricos e economias emergentes ainda estão longe de um acordo sobre o financiamento da luta contra o aquecimento, o Bird afirmou que o mundo industrializado ocidental não pode mais fugir de suas responsabilidades. Segundo o relatório, os países ricos, responsáveis por 64% das emissões de gases de efeito estufa desde 1850, vão arcar com 20% das consequências do aquecimento global. Já os países em desenvolvimento, que provocaram apenas 2% destas emissões, pagarão o restante da conta. ONU alerta para o perigo de outros gases causadores do efeito estufa Poluentes como “particulado, ozônio de baixa atitude, passando pelo metano e pelos compostos nitrogenados” compõem cerca de metade dos gases do efeito estufa, e o mundo também precisa se preocupar com eles, afirmou Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O CO2 sozinho representa pouco mais da metade dos gases do efeito estufa. Mas os participantes da conferência de Copenhague sobre o clima de dezembro deveriam também se ocupar desses outros gases e poluentes, “em razão das preocupações crescentes relacionadas ao seu impacto sobre a saúde humana, a agricultura e ecossistemas como as florestas”, disse ele. “Os particulados e a fuligem estão entre os poluentes que contribuem com milhões de mortes anuais em razão de sua exposição no interior dos lares e à exposição ao ar livre”, ressaltou Steiner. “Neste ponto crítico, todos os fatores de mudanças climáticas e todas as substâncias que contribuam para o aquecimento devem ser examinadas”. Esses poluentes são liberados pela “combustão insuficiente da biomassa e pelos fornos de cozinha, motores a diesel e centrais térmicas de carvão”, assim como “a queima das florestas, das savanas e dos campos cultivados”, listou o representante da ONU. Ele também não exclui a responsabilidade dos países em desenvolvimento nesta luta contra o aquecimento global. O presidente Lula deverá anunciar as principais medidas do selo verde para os biocombustíveis. O anúncio acontece um ano e dois meses depois de ter prometido, numa encontro em Bruxelas, que a cana de açúcar não aumentaria o desmatamento. Na ocasião, Lula afirmou que o biocombustível brasileiro não aumentaria o desmatamento nem avançaria sobre a produção de alimentos. Desde então, esse compromisso ficou limitado às palavras. Entre as principais medidas do selo verde está a proibição da cana ser plantada numa área de 4,6 milhões de quilômetros quadrados e em regiões de vegetação nativa. Coincidência ou não, o fato é que depois da ex-ministra Marina Silva aventar com a possibilidade de disputar as eleições presidenciais, até a ministra Dilma Rousseff, que sempre demostrou enorme desprezo pelo tema, passou a incluir a preocupação com o meio ambiente nos seus discursos. Novo premiê do Japão promete reduzir emissão de gases em 25% até 2020 O novo primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, anunciou que o seu governo pretende, até 2020, reduzir em 25% a emissão de gases que causam o efeito estufa, tomando como base os níveis de 1990. “Essa era uma de nossas metas anunciadas na campanha eleitoral, então vamos precisar contar com a vontade política e também utilizar todas as ferramentas legais para alcançar os resultados”, afirmou Hatoyama durante um fórum sobre meio ambiente. Os 25% são muito mais ambiciosos do que os 8% anunciados como meta para o mesmo período pelo antigo governo, conhecido aliado do setor empresarial. Num discurso duro, Hatoyama disse que o Japão vai adotar medidas rígidas para chegar ao objetivo e espera contar com o apoio de outros países. “Vamos estabelecer uma estrutura funcional que vai envolver todos os principais países”, disse o primeiro-ministro. “Para isso, precisaremos de apoio financeiro e tecnológico”, emendou. A decisão foi elogiada até por organizações ambientalistas que historicamente sempre criticaram a posição japonesa. O Japão é a segunda economia do mundo e o quinto maior emissor de gases de efeito estufa. Em cinco anos, carros terão de sair de fábrica poluindo 33% menos Um problema que mantém o país no passado, no atraso, é a poluição do ar causada por carros e caminhões. Na maioria das grandes cidades do mundo, essa poluição diminuiu dramaticamente, quase não existe mais. Aqui, é uma fumaça negra, que faz mal. Em cinco anos, os carros vão ter de sair de fábrica com filtros. A redução determinada pelo governo federal é considerada pequena. A indústria automobilística diz que vai atender à resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Mas, o motorista precisa fazer a manutenção do automóvel. Segundo especialistas, é fundamental manter uma fiscalização rigorosa da frota. Os sensores colocados no escapamento medem em detalhes a poluição que os veículos emitem. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os automóveis têm que passar por uma inspeção anual. Mas, na capital paulista, só os carros novos são vistoriados. Pelas ruas, carros soltando fumaça ainda são comuns. “De nada adianta o fabricante investir em tecnologia, investir em um veículo ambientalmente mais equilibrado, mais eficiente, se o proprietário não faz a parte dele que é a manutenção”, comenta o diretor-executivo da Controlar Eduardo Rosin. A partir de 2014, os veículos leves movidos a gasolina e álcool terão que sair de fábrica poluindo 33% menos. Após se filiar ao PV, a senadora Marina Silva disse que está havendo um retrocesso nas políticas ambientais do governo federal. - Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída (quando ela deixou o ministério). A medida provisória transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros. Foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso - disse ela, ao participar da gravação do “Programa do Jô”, da TV Globo. Durante o programa, Marina comentou a pressão que haveria contra as políticas ambientais. Mais tarde, indagada sobre quem pressionaria o governo, ela disse que seriam os mesmos setores “ligados ao Congresso”. - (São) esses setores envolvidos com a ocupação ilegal, que serão beneficiados. Setores ligados ao Congresso, que não querem fazer essa diferenciação. Porque não está se questionando os que têm direito (à terra), que foram lá incentivados pelo governo. Essas pessoas foram assentadas, sejam grandes ou médios por incentivo das políticas da época e estão salvaguardados. O problema é aqueles que utilizaram de violência, ocuparam ilegalmente as terras na Amazônia. Floresta Amazônica registra recuperação de 20% da área derrubada O primeiro mapa da regeneração florestal na Amazônia traz uma notícia boa e outra má. A boa é que 20% de tudo o que foi desmatado na região entre 1988 e 2007 se recuperou, formando matas secundárias. A má é que essas matas têm meia-vida curta: em menos de cinco anos metade da área regenerada volta a virar lavoura e pasto. Assim, dos estimados 132 mil km² de florestas secundárias que existiam na região em 2006, 60 mil terão sido reconvertidos em 2011. Os cálculos sobre a regeneração foram feitos por Claudio Almeida, diretor do Centro Regional da Amazônia do Inpe. “Vamos concluir até novembro um levantamento de porta a porta, com quanto entrou e quanto se perdeu de vegetação secundária em 2008”, disse Almeida. O dado deverá vir acompanhado de uma estimativa de quanto carbono essas novas vegetações conseguem absorver, em comparação com o que é emitido pelo corte. Ainda não se sabe o estágio dessas florestas secundárias, nem há por enquanto a diferenciação entre reflorestamento e crescimento natural. Emissões caem pelo quarto ano consecutivo na União Europeia A quantidade de gases causadores do efeito estufa emitida por 15 países da União Europeia caiu em 2008 pelo quarto ano consecutivo, indicou a Comissão Europeia, afirmando que o bloco está no caminho para cumprir os compromissos estabelecidos pelo Protocolo de Kyoto. Nos últimos quatro anos, as emissões nestes países diminuíram em média 6,2% em relação a 1990, explicou a Comissão. Assim, “damos um grande passo para o cumprimento do objetivo estabelecido no Protocolo de Kyoto”, que prevê uma redução de 8% das emissões entre 2008-2012 para os 15 países que integravam a UE quando o texto foi assinado, indica o comunicado. A queda de 2008 se deve principalmente a uma redução das emissões de dióxido de carbono originadas pela queima de combustíveis fósseis nos setores de transporte, de energia e da indústria. A crise econômica também influenciou a redução, já que os níveis de consumo energético por parte da indústria e transporte de mercadorias caíram. O comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, comemorou os novos dados, dizendo tratar-se de “uma mensagem oportunamente dirigida ao resto do mundo” a poucos meses da conferência internacional sobre mudanças climáticas que acontece em dezembro, em Copenhague, da qual deve sair um acordo global para substituir Kyoto. Grandes empresas brasileiras revelaram seu compromisso conjunto em agir em prol da preservação ambiental. Em um evento em São Paulo, os executivos apresentaram uma carta aberta ao Ministério do Meio Ambiente, em que se comprometem a colaborar para uma transição para uma economia de baixo carbono. “Estamos em uma transição de uma economia de mercado para uma economia verde. Quem não se adequar a essa mudança, vai ficar pra trás”, afirmou o diretor presidente da Vale, Roger Agnelli. Segundo ele, os compromissos assinados pelas empresas fazem parte de uma decisão estratégica, já que, com as mudanças nos parâmetros de emissão de gases-estufa, muitas empresas não preparadas serão expulsas do mercado. “Isso vai fazer com que nasçam oportunidades para as preparadas”, enfatizou. Em concordância, o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, afirmou que esta é uma questão de antecipação de tendências. “O Brasil tem que jogar no ataque em Copenhague”, afirmou, citando a reunião da cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas, prevista para ocorrer em dezembro, na Dinamarca. Dentre os compromissos assinados, está a publicação anual do inventário das emissões de gases de efeito estufa das empresas, bem como as ações para mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas. Empresa desenvolve avião movido a energia solar com autonomia de vôo de cinco anos Uma companhia americana está desenvolvendo uma aeronave movida a energia solar que poderá se manter no ar por cinco anos continuamente. A asa em forma de Z, com 150 metros de envergadura, será reajustável durante o vôo, para que possa absorver o máximo possível de energia do sol. A Odysseus deverá acumular a energia do sol durante o dia e usá-la para continuar seu vôo durante a noite. Na ocasião, a asa tomará uma forma plana, diminuindo sua resistência ao ar e, portanto, consumindo menos energia. A aeronave não tripulada está sendo projetada para voar a altitudes de 18 mil a 27 mil metros, e deverá ser utilizada para missões de reconhecimento, comunicações e monitoramento ambiental no âmbito de pesquisas sobre mudanças climáticas.Os pesquisadores informaram o que protótipo deve ficar pronto em cinco anos. Minc: Brasil assumirá metas de controle do efeito estufa O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o Brasil vai assumir metas de redução das emissões de CO2 durante a reunião da cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas. “Está definido que haverá metas. Isso é mais um avanço das discussões que estão tendo nossas equipes técnicas e vamos chegar a um número. O Brasil terá metas, mas naturalmente cobrará recursos, parcerias tecnológicas”, afirmou Minc. As metas ainda serão definidas pelas equipes técnicas do chamado G-3, que inclui os ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e Itamaraty. “Primeiro foi uma queda de braço para a gente fazer um plano com metas voluntárias e internas, porque antes não tinha nem isso. Depois criamos o G-3 e estamos avançando mais”, disse. Para Minc, o Brasil está “lentamente avançando”, não somente na modificação da posição de ter meta, mas também no tema em si. O ministro anunciou ainda que será apresentado um inventário das emissões de CO2 nos setores de energia, indústria e transportes de 1994 para 2007. Segundo Minc, houve aumento nessas áreas, mas, por outro lado, este ano será registrado o menor desmatamento dos últimos 20 anos. Com um apelo para melhorar o acesso à água e assim ajudar os países pobres, a Semana Mundial da Água, que reúne 2.000 especialistas internacionais, foi aberta em Estocolmo, na Suécia. Os debates deste seminário, neste ano denominado “O acesso à água para o bem de todos”, serão dedicados ao acesso a este recurso natural, um desafio sanitário ou político no que se refere aos cursos transfronteiriços. “Ao melhorar o acesso à água, podemos mudar para melhor as vidas e a saúde das mulheres, dos homens e das crianças pobres”, destacou a ministra sueca da Ajuda ao Desenvolvimento, Gunilla Carlsson. As discussões insistirão particularmente na gestão das águas transfronteiriças, que podem levar a conflitos, mas também nas consequências positivas que criam ao favorecer a cooperação para sua gestão. “A coerência e a cooperação entre os diferentes setores, como a energia, a agricultura e a saúde, mas também entre distintas nações que compartilham as águas, são necessárias para enfrentar os desafios e os problemas ligados à água”, declarou Carlsson. Os debates também incluirão a questão da higiene, pois atualmente quase 4 milhões de pessoas morrem a cada ano por doenças relacionadas à água. Marina Silva anuncia saída do PT e deve se filiar ao PV Militante do Partido dos Trabalhadores há mais de 30 anos, a senadora Marina Silva (AC) anunciou que vai deixar a sigla e deve se filiar ao Partido Verde. A decisão reforça os rumores das últimas semanas de que a senadora trocaria de partido para concorrer à presidência da República em 2010. Marina preferiu, no entanto, não revelar se irá concorrer ao Palácio do Planalto pelo novo partido. A senadora saiu do PT por acreditar que nenhum governo, inclusive o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria dado até hoje a devida prioridade à questão ambiental. “Não se trata de colocar o foco no PT ou no governo. Mas é que, simplesmente, é algo que não foi colocado como estratégico por nenhum partido e nenhum governo até agora. Nem no Brasil, nem em outras regiões”, disse em outras ocasiões. Se decidir ser candidata pelo PV, Marina já terá à disposição pelo menos um pretendente a vice de sua chapa. O ex-ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil afirmou que poderia aceitar uma possível proposta para disputar as eleições de 2010 como vice de Marina. Itamaraty confirma que Brasil terá meta contra aquecimento O Brasil deverá apresentar números específicos de redução de emissões de gases poluentes durante a conferência do clima de Copenhague, em dezembro, confirmou o Itamaraty. Serão “ações quantificadas”, afirmou Sérgio Serra, embaixador extraordinário para a mudança do clima. Ainda se discute como esse número será calculado. Mas, apresentando objetivos quantificados no âmbito da convenção o país poderá ser cobrado internacionalmente sobre as suas ações no combate ao aquecimento global e ao desmatamento na Amazônia. A proposta representa uma mudança de posição do Brasil em relação à adoção de metas de redução pelas nações pobres. “Mas o número também servirá para colocar uma exigência maior aos países desenvolvidos, já que a meta tem potencial para ser maior que a soma de reduções de vários deles”, disse Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe de clima do Brasil. “Só espero que não seja um discurso vazio”, disse João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace. “Não adianta nada chegar aqui com um plano bonito ao mesmo tempo em que se constroem estradas como a BR-319 na Amazônia, por exemplo.” As indústrias têm tido uma grande importância para a história da humanidade, fornecendo um grande número de bens minerais, matérias primas e insumos, que são imprescindíveis para o progresso e desenvolvimento das civilizações. Todavia, associado às atividades industriais existem grandes problemas ambientais, os quais, por muitos anos, foram deixados de lado e simplesmente ignorados. Porém, nas últimas décadas, o segmento industrial deixou de ser visto apenas como instituição geradora de lucros, com responsabilidade para resolver os problemas meramente econômicos, como o que produzir, como produzir e para quem produzir e passaram a se preocupar também com as questões de caráter social, político e ambiental, tais como: controle da poluição, segurança do trabalho e qualidade de produtos, entre outros. Esta mudança de paradigma por parte dos empresários tem sido influenciada por três grandes forças que interagem simultaneamente: o governo, a sociedade e o mercado. O aumento da conscientização da sociedade em relação à conservação ambiental tem acarretado pressões governamentais e de entidades não governamentais, para que as empresas assumam a responsabilidade pela suas emissões, seus efluentes e resíduos gerados em seus processos produtivos. A sociedade tem também exercido influência na adoção de práticas ambientais por parte das indústrias. Os processos de abertura comercial têm intensificado a competição entre países e empresas. As organizações que oferecem produtos/serviços ecologicamente corretos crescem na preferência do mercado mundial, sendo que os consumidores passam a diferenciar produtos e serviços pelo desempenho ambiental de quem os oferta. Com isso, a gestão ambiental tem ganhado importância na indústria brasileira. Os resultados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI (1998) indicam que aproximadamente 85% das médias e grandes empresas adotam algum procedimento de gestão ambiental, com base principalmente nas normas ambientais. Esse processo não ocorre somente no Brasil e resulta, em parte, do conjunto de incentivos criados para o controle da poluição. A criação das normas internacionais de gestão ambiental, conhecidas atualmente como as Normas ISO-14000, está sendo uma importante ferramenta para adequação das empresas no que diz respeitos as questões ambientais. Essas normas têm como objetivo geral “dar assistência às organizações durante a implantação ou durante a melhoria de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA)”. Quer dizer que uma vez conscientes da necessidade de implementar um SGA, a norma proporciona as indicações necessárias e descreve as ferramentas disponíveis. Neste sentido a ISO 14000 prevê a avaliação da organização ou empresa utilizando como ferramenta as auditorias ambientais e os critérios de avaliação do desempenho. Diante de tudo que foi exposto, podemos afirmar com absoluta certeza que as empresas que ainda não implementaram um sistema de gestão ambiental, estão simplesmente andando para trás e consequentemente, estão correndo um grande risco de perderem em grande espaço no mercado competitivo. A partir do momento que o homem desenvolveu a habilidade de construir instrumentos, ele começou o processo de afastar-se da natureza. As crescentes necessidades e vontades foram os fatores que levaram a espécie humana a modificar o ambiente natural. Então passa a existir o homem em oposição à natureza e não mais o homem como parte integrante da natureza. Por meio da técnica de construção de instrumentos ele se deu, inconscientemente, a tarefa de domínio completo da natureza, acreditando que, fazendo isso, estaria construindo sua própria identidade, independente da natureza. Existe atualmente a máxima urgência em se refazer a interconexão homem-natureza, e para que isso ocorra será necessária a inserção em todos os níveis sociais de novas práticas de ensino, modificando o ensino formal das salas de aula e da educação ambiental. A preservação ambiental se tornou alvo das preocupações de todo o planeta, isso se deve ao fato de que todos já estão sofrendo as graves conseqüências da degradação do ambiente, e sendo essa, a única maneira de minimizar ou em alguns casos acabar com os fenômenos naturais que surgem em resposta à ação humana. Preservação é tomar medidas de forma conjunta, de maneira a garantir o futuro de nosso planeta para as futuras gerações. Ações coletivas, nesse caso, são de extrema importância. Pelo fato de hoje a espécie humana conviver em meio a chamada “selva de pedra” e ter o mínimo contato possível com o ambiente natural, torna-se difícil a compreensão da necessidade e importância da vivência com a natureza. Têm-se, portanto, como estratégia da educação ambiental permitir que as pessoas vivam um contato direto com a natureza. Essa estratégia é conhecida como “experimentos de primeira mão”, que propiciam vivências significativas a partir dos sentidos básicos da percepção humana (visão, tato, paladar, olfato, audição e reflexão). É necessário mostrar as pessoas, que o homem também faz parte do meio ambiente e tem um papel de extrema importância e responsabilidade na conservação desse meio natural; e que da mesma maneira que dentre todas as espécies, somente a espécie humana pôde modificar o ambiente dessa maneira, só ela pode trazer mudanças positivas de conservação e preservação para esse ambiente. Diante disso, fica clara a importância dos educadores ambientais na conservação da natureza. Não adianta vivenciarmos nas escolas, por exemplo, simplesmente e comodamente a educação formal, sermos educadores seguidores de livros e apostilas. O sistema de educação deve urgentemente ser reformulado buscando alternativas de valorização do ensino, bem como a inserção da educação ambiental no dia a dia dos alunos. A inserção de atividades voltadas para o conhecimento prático do meio natural, realmente deve ser visto com mais atenção. O maior conhecimento só é adquirido com a prática, a aproximação daquilo que se ouvi e estuda. A relação homem-natureza só será realmente religada, a partir do momento que se instituírem nas escolas, empresas, municípios, projetos que visem a compreensão da importância, valor e história ambiental de forma menos racional e mais intuitiva, deixando de lado as partes para sentir o todo. Buscando mostrar a importância da inserção do homem na natureza e seu papel relevante na sociedade, visando a conservação ambiental. O vice-presidente da Faepa (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará), Diogo Naves, considera “burra”, do ponto de vista ambiental, a determinação de manter 80% de reserva em todas as fazendas da Amazônia. “Essa estratégia é burra porque cria reservas isoladas”, afirmou Naves. “Isso até funciona na preservação da flora amazônica, mas a fauna precisa de espaço.” “Nossa proposta é fazer reservas coletivas somando áreas de todos os produtores”, acrescentou. Naves afirma que hoje o produtor rural tem consciência da importância de preservar o meio ambiente, mas que precisa de apoio do governo para produzir sem desmatar. “O Estado do Pará se desenvolveu com base em repasses do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Norte”, diz Naves. “Por causa de irregularidades fundiárias e ambientais, esse dinheiro parou de ser repassado.” “Sem crédito para trabalhar a terra, diversos fazendeiros tiveram que avançar pela mata para produzir.” Naves admite que o Pará sofre com os efeitos de uma ocupação desorganizada da terra. Mas diz que isso aconteceu por conta da ausência e da lentidão do Estado durante a colonização da região. “Com o setor produtivo é tudo para ontem, enquanto o governo sempre deixa para amanhã”, diz. “Quando os fazendeiros chegavam, faziam vilas, estradas e desenvolviam a economia. Mas o Estado só vinha chegar 10/12 anos depois.” EUA e China assinam acordo sobre mudança climática EUA e China encerraram um diálogo econômico e estratégico em Washington anunciando que assinaram um memorando de entendimento no qual se comprometem a intensificar a cooperação sobre mudança climática, energia e meio ambiente. O documento assinado no Departamento de Estado “ressalta a importância da mudança climática nas relações bilaterais” entre EUA e China, ao criar uma “plataforma para o diálogo político sobre este assunto e a cooperação”, disse a secretária americana de Estado, Hillary Clinton. “Também fornece a nossos países indicações em nosso trabalho conjunto para apoiar as negociações internacionais sobre mudança climática e acelera a transição em direção a uma economia baseada em um consumo reduzido de carvão”, acrescentou Clinton. Ela explicou que durante o diálogo, EUA e China conversaram sobre as medidas adotadas pelos dois países para reduzir suas emissões e sobre como podem produzir avanços até a Conferência de Copenhague, que será realizada em dezembro e que pretende impulsionar um novo Protocolo de Kyoto. Os dois também abordaram os passos que pretendem dar para promover um crescimento econômico sustentável com um baixo consumo de carvão. Itaipu Binacional aposta em veículos “verdes” para preservação A Itaipu Binacional, que opera a hidrelétrica de Itaipu, maior geradora do mundo em operação, trabalha no desenvolvimento de um ônibus elétrico que espera finalizar ainda este ano e que se junta a outros veículos “verdes” produzidos pela mesma empresa. Esta é uma nova fase no projeto da Itaipu de desenvolver, em associação com a empresa automobilística Fiat, uma família de veículos elétricos com uma “emissão zero” de gases do efeito estufa. Como parte desse projeto da Itaipu, empresa binacional do Brasil e do Paraguai, já foram fabricados 25 automóveis e o protótipo de um caminhão elétrico. “Como já estávamos produzindo quatro veículos elétricos por mês, decidimos abrir novas frentes de trabalho e desenvolver veículos elétricos pesados e de porte médio”, disse o coordenador-geral brasileiro do Projeto Veículo Elétrico, Celso Novais. A Itaipu Binacional já domina a tecnologia para a fabricação de automóveis elétricos e, após ter desenvolvido e homologado um Palio Weekend (da Fiat) com uma autonomia de 120 quilômetros, trabalha em projetos para melhorar o rendimento e reduzir o preço. O Brasil é o país com maior número de espécies de pássaros ameaçadas de extinção em todo o mundo, segundo o mais recente relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês). De acordo com a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, 122 espécies de pássaros correm o risco de desaparecer no Brasil. Depois, vêm Indonésia, com 115, e Peru. Na lista de mamíferos ameaçados, o Brasil fica em 4º lugar, com 82 espécies. O país com maior número de espécies sob risco é a Indonésia, com 183. Em todo o mundo, mais de 800 espécies de animais e plantas já foram extintas nos últimos 500 anos e cerca de 17 mil espécies correm risco de desaparecer, segundo o relatório da IUCN, compilado a cada quatro anos. Ao todo, pelo menos 16.928 espécies estão ameaçadas de extinção, incluindo quase um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito pássaros e quase um quarto de todos mamíferos, de acordo com a lista. Segundo a IUCN, “É hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa da Terra, trabalhando para o benefício de 100% da humanidade - e o faz de graça. Os governos deveriam se esforçar tanto, ou mais, para salvar a natureza como se esforçam para salvar os setores financeiros e econômicos.” Brasil se prepara para devolver lixo inglês e multa empresas O Brasil vai enviar de volta à Inglaterra 89 contêineres de navio repletos de lixo, putrefato e infestado por larvas, e aplicou multas no valor de cerca de R$ 800 mil a três empresas brasileiras que o importaram. Cerca de 1.600 toneladas de dejetos, incluindo banheiros químicos, fraldas sujas, seringas, camisinhas e TVs e computadores velhos, estão em contêineres nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP), depois de serem enviados desde a Grã-Bretanha com a declaração falsa de que seriam um carregamento de plásticos. O Brasil multou as três companhias que importaram o lixo - a Stefenon Estratégia e Marketing, a Bes Assessoria e Comércio Exterior e a Alphatec -, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dizendo ainda que as empresas terão que pagar pelo transporte do lixo de volta à Inglaterra. “Se não enviarem o lixo de volta, serão multadas [em um valor diário] até isso se resolver”, disse Ingrid Oberg, chefe regional do Ibama em Santos. A multa diária será somada às multas fixas que o governo já aplicou às empresas. Samsung prevê investir US$ 4,3 bilhões em pesquisa “verde” A Samsung Electronics informou que deve investir 5,4 trilhões de wons (US$ 4,3 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias verdes. A empresa tem como meta se tornar líder na área até 2013 Do total, 3,1 trilhões de wons serão injetados no desenvolvimento de produtos que causam menos impacto no ambiente. O restante será aplicado em tecnologias de economia de energia e em instalações produtivas. “Essa iniciativa vai envolver todas as nossas operações no mundo, fornecedores e todo o ciclo de produtos Samsung”, afirmou o presidente-executivo da companhia, Yoon-woo Lee. O plano da Samsung inclui redução de emissões de gases de efeito estufa nas instalações produtivas da empresa em 50%, redução das emissões indiretas causadas por todos os produtos em 84 milhões de toneladas até 2013, e assegurar que todos os produtos sejam mais ambientalmente amigáveis por meio da melhoria na eficiência no consumo de energia. As operações de chips e telas de cristal líquido da Samsung, importantes emissoras de gases estufa, investirão “significativas” somas de recursos para reduzir a poluição, informou a empresa. Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos nos EUA e este fenômeno pode ser irreversível, advertiu o governo de Obama, ao divulgar um relatório sobre o tema. O aquecimento climático se traduz por uma elevação das temperaturas e do nível dos oceanos e pelo derretimento de geleiras, destaca o documento. Se não houver modificação no consumo de energia, o aumento das temperaturas vai provocar ondas de calor mais freqüentes. Os furacões vão se tornar ainda mais devastadores na medida em que se reforçam, ao passar por oceanos com águas mais quentes. As regiões que já constataram um aumento das precipitações vão, provavelmente, sofrer com mais chuva e neve no futuro, enquanto que as mais áridas deverão conhecer períodos de seca com mais frequência. “A mudança climática já está presente em seu quintal”, resumiu Jerry Melillo, um dos autores do relatório. Mesmo se forem tomadas rapidamente medidas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, os estudiosos do aquecimento climático dizem que seu impacto já é irreversível. “Se diminuirmos as emissões, a mudança climática e suas consequências continuarão em parte a se fazer sentir, uma vez que esses gases já estão presentes na atmosfera”, aponta o estudo. Mais de 1,6 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade e o planeta enfrenta uma mudança climática por causa do uso excessivo dos combustíveis fósseis, uma dupla realidade que a ONU pediu que seja enfrentada através de uma “revolução energética” para abrir o mundo às energias limpas. Criar uma agenda mundial que permita essa transformação é o objetivo dos 500 especialistas que se reúnem para tentar desenhar um futuro com menos emissões poluentes e com mais “justiça energética”. O pedido foi feito por Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi). Ao falar sobre as medidas adotadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o diplomata citou o Brasil como um exemplo de aplicação das atuais tecnologias para reduzir o problema. Por outro lado, assegurou que o acesso à energia é o “objetivo perdido” dentro dos Objetivos do Milênio da ONU, com os quais a organização quer combater a pobreza e o subdesenvolvimento antes de 2015. Yumkella destacou ainda a necessidade de uma “revolução energética” que dê aos habitantes dos países em desenvolvimento acesso à energia, enquanto são potencializadas fontes alternativas, incluindo a nuclear. Pressionado por ecologistas e produtores rurais nas questões ambientais, o presidente Lula indicou que o governo quer sair da discussão ideológica. “Eu penso que hoje nós não precisamos mais ideologizar esses temas”, defendeu Lula durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2009/10. Segundo o presidente, os adversários do Brasil no exterior adotam discurso ideológico para criticar determinadas políticas nacionais como os biocombustíveis. “Não metam o dedo sujo de combustível fóssil no nosso combustível limpo”, contrapôs Lula. Ele fez referência a discussões ambientais que interferiram no andamento de projetos hidrelétricos, mas não tinham embasamento técnico, para defender que o Brasil tem presença de destaque em fóruns internacionais e isso aumenta a responsabilidade do País na questão ambiental. Ao explicar a posição do governo sobre a questão ambiental, Lula recorreu à metáfora de uma mãe que é pressionada por dois filhos que desejam decisões diferentes. “Ela vai ter que tentar mediar. Da necessidade de demonstrar que as áreas cumprem funções importantes nos processos de manutenção da vida – toda vida, inclusive a do homem – em oposição à falsa idéia de que ecossistemas intactos são “improdutivos” ou “obstáculos ao desenvolvimento econômico”, surge o conceito de serviços ambientais. Serviços ambientais são aqueles que a natureza presta aos seres vivos, ao absorver, filtrar e promover a qualidade da água, que se bebe, que se usa; ao reciclar nutrientes e assegurar a estruturação dos solos, onde são realizadas as plantações; ao manter a estabilidade do clima, amenizando desastres como enchentes, secas e tempestades; ao garantir e incrementar a produção agropecuária e industrial; seja ao providenciar a necessária biodiversidade e diversidade genética para melhoria das culturas ou para fármacos, dos cosméticos e novos materiais; seja complementando processos que a tecnologia humana não domina e não substitui como a polinização, fotossíntese e decomposição de resíduos. A caracterização dos serviços ambientais derivou dos estudos de valorização ambiental e da inclusão de fatores ambientais em negociações comerciais e acordos internacionais, no início da década de 90. A base econômica para ao tratamento das questões ambientais é bastante recente. O ato de dar valor a algo é muito subjetivo. De acordo com o dicionário Aurélio da língua portuguesa valor significa “o que uma coisa vale; preço; importância; relação entre a intensidade das necessidades econômicas do homem e as quantidades de bens disponíveis para satisfazê-las”. E sendo assim, pode ser definido de acordo com as necessidades humanas; relacionando-se a todas as esferas: cultural, econômico, genético, social, científico, entre outros. Diante dos estudos econômicos, há uma vertente que precisa ser considerada: a atribuição de valor econômico aos bens ambientais. São poucos os autores que desenvolveram a questão do valor econômico do meio ambiente. Na atualidade, porém, começou-se a ter uma preocupação no que diz respeito à valoração de recursos naturais, levando-se em consideração que as atividades humanas a cada dia começam a refletir mais na saúde da espécie e trazendo como conseqüência a degradação ambiental. Ocorre que cada vez mais somos obrigados a reconhecer que o ser humano, paga um altíssimo preço em razão do descaso com o meio ambiente, já que o recurso natural, outrora abundante, agora se torna a cada dia mais escasso. Portanto, uma das principais discussões vem sendo a relação entre os sistemas econômicos e os sistemas ecológicos; onde se associa valores aos bens e serviços ambientais. Colocar preço na vida humana é controverso, todavia, sabe-se que cada obra de engenharia usou indiretamente essa valoração da vida na ocasião em que escolheu o nível de segurança que teria a obra. Pois bem, esse mesmo dia deveria marcar outro tipo de libertação: a aprovação da liberdade ao exercício pleno profissional dos Ecólogos, através da derrubada do veto ao Projeto de Lei da Câmara (PLC 091/2006) que regulamenta a profissão. No dia em que celebramos a promulgação da lei mais justa da história do nosso país, o que vimos foi o Congresso Nacional manter o veto presidencial a um projeto anteriormente por ele aprovado unanimemente em todos os turnos de votação. O resultado não poderia ser pior para o país: uma profissão com uma belíssima história de 30 anos e com perfil estratégico para o desenvolvimento da sociedade é deixada à margem do mercado de trabalho. Os Ecólogos ainda podem exercer sem problemas uma série de atribuições, mas há aquelas “reservadas pelo mercado”, que exigem a fiscalização de um conselho profissional, o qual o Ecólogo não pode ter por não ser regulamentado. Para essas atribuições em especial, os Ecólogos seguirão penando. Que mensagem o Executivo e o Congresso Nacional nesse momento passa ao país, e em especial aos estudantes de Ecologia? Tudo é muito bonito no discurso: “temos que ‘defender o meio ambiente’, ‘valorizar os profissionais que atuam nessa frente’” e assim vai. Mas na prática e no voto secreto, obscuro, a realidade é bem diferente. Enfim, a grande mensagem é: “adoramos a ecologia e o meio ambiente para fazer discurso, só não gostamos dos profissionais que trabalham na área”. Não é por falta de esforço dos Ecólogos que o projeto não foi sancionado. Resultado de mobilização de várias pessoas e instituições que reconhecem a importância do Ecólogo, o PL chegou “até o fim”, sem grandes percalços. No último passo, aquele que servia para confirmar que o Congresso Nacional acertou em aprovar a regulamentação do Ecólogo, o Executivo agiu no sentido contrário, vetou integralmente o PL, e causou consternação em milhares de trabalhadores sérios e comprometidos com uma melhor qualidade de vida da sociedade. Resistência e resiliência. Estes são conceitos que os Ecólogos aprendem nas salas de aula e que observam em populações e comunidades. Nesse momento, esses conceitos são vivenciados na carne, no próprio coração. Antes de tudo somos seres deste planeta e sabemos da importância do exercício de nossa profissão. Sabemos a responsabilidade que temos nas mãos, no nosso dia-a-dia de ofício, e por isso continuaremos lutando por aquilo que sabemos ser certo. Por fim, valho-me da poesia de Vinícius de Moraes para expressar o sentimento dos Ecólogos nesse momento:
Cientistas apresentaram o que afirmam ser o carro mais rápido movido a biocombustível, chegando a uma velocidade de mais de 230 km/h. O veículo é movido a combustível feito com restos de chocolate e óleos vegetais e produzido com fibras de plantas. De acordo com a Universidade de Warwick, no Reino Unido, o carro foi construído com base nas especificações da Fórmula 3, como peso, tamanho e desempenho. Durante testes preliminares, o carro chegou a 96 km/h, mas a expectativa é que a velocidade melhore nas próximas semanas. Volante, banco e outras estruturas foram produzidas usando fibras de plantas. James Meredith, gerente de projetos da universidade, afirma que o objetivo é mostrar que é possível construir um carro rápido, eficiente e ecologicamente correto. Em 2007, dois britânicos viajaram do Reino Unido até Timbuktu, em Mali, na África, usando biocombustível de chocolate. Andy Pag, 34, e John Grimshaw, 39, peregrinaram por cerca de 8.500 km em um Ford Iveco Cargo, modelo 1989.
Operação coordenada pelo Ibama apreendeu o equivalente a cerca de 370 caminhões carregados de madeira nobre extraída ilegalmente da Reserva Indígena Alto do Rio Guamá no Pará. A ação batizada como “Operação Caapora”, que em tupi quer dizer aquele que vive do mato, lavrou mais de R$ 7 milhões em multas desde 6 de abril. A terra indígena explorada ilegalmente pertence aos índios Tembé, e é rica em madeiras de grande valor. Segundo o Ibama, em 20 dias de operação, foram fechadas 22 serrarias ilegais. Conforme o superintendente do Ibama no Pará, Aníbal Picanço, as serrarias envolvidas na extração ilegal de madeira não pagavam impostos e exploravam mão-de-obra de forma análoga ao trabalho escravo. “Esses madeireiros não são da região. Tão logo a riqueza termina eles abandonam a região, deixando rastro de pobreza e miséria”, disse. Apesar disso, o dirigente calcula que extração irregular de madeira fez com que a população da cidade de Nova Esperança do Piraí triplicasse desde 2004 e hoje atinja mais de 24 mil pessoas. O aumento populacional, a pobreza e a ilegalidade da atividade madeireira favorecem a ocorrência de mais ilícitos. Aníbal Picanço informa que na região é comum a exploração sexual de crianças e adolescentes. O superintendente também cita casos recentes de pistolagem e de tráfego de drogas na região. Na operação foram apreendidos 50 quilos de maconha prontos para consumo e mais cinco quilos de sementes.
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida estabilizou-se desde 2000, mas ainda demorará décadas para se regenerar e fechar, o que pode ocorrer a partir de 2065. Esta é a conclusão dada à imprensa pelo climatólogo americano David J. Hofmann, da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA), em entrevista coletiva em Viena, na Áustria. Apesar da estabilização, ainda não há sinais de uma recuperação sobre o polo sul, embora o especialista afirme que, caso continue a tendência atual, o buraco poderia começar a se fechar a partir do ano 2030. A camada de ozônio é uma espécie de capa de gás que funciona como filtro solar da Terra, absorvendo e bloqueando quase toda a radiação do Sol. O gás se desenvolve de forma natural em resposta a uma reação fotoquímica na parte alta da atmosfera, onde os raios UV rompem as moléculas de oxigênio (O2), deixando átomos individuais que se recombinam em moléculas de três átomos (O3).
A revista alemã de geografia e natureza “GEO” considera Cuba um país ecológico exemplar, com grandes reservas naturais e uma rica biodiversidade. Isso se deve a um desenvolvimento limitado da ilha, de acordo com a publicação. Em uma edição especial de 156 páginas, a GEO divulga um estudo da WWF (World Wildlife Fund) que aponta Cuba como o único país do mundo com uma economia “sustentável”. No entanto, Cuba deve seu positivo balanço ecológico “a uma mistura de política verde visionária, uma grande incompetência econômica e um toque de brutalidade vermelha”, afirma o responsável do especial de GEO sobre a ilha, Patrick Symmes. O número especial da revista sobre Cuba, entregue na Alemanha, ressalta que o estudo ecológico realizado está cheio de contrastes. Nesse sentido, destaca que Cuba tem mais parques e reservas naturais, assim como maior biodiversidade, na comparação com todos os países da região. Reter CO2 em floresta rende R$ 226 por hectare, diz estudo Um estudo de cientistas da Universidade de Utrecht (Holanda) estima que a retenção de gases do efeito estufa por meio da preservação da Amazônia vale entre R$ 113 e R$ 226 por hectare de floresta ao ano. O cálculo está em um estudo divulgado, o qual avalia diversos outros “serviços ecológicos” prestados pela região. Prevenir a erosão naquelas terras, por exemplo, poupa à economia R$ 537 por hectare ao ano. As contas, feitas a pedido da ONG WWF, mostram que a destruição da Amazônia pode ser contida se for dado um estímulo financeiro à manutenção desses serviços ecológicos. O relatório aborda, ainda, práticas que aceleram a destruição da floresta, como a produção não-sustentável de carne e de soja. E corresponsabiliza países que importam esses produtos. No caso da carne, os principais importadores são Rússia, Reino Unido e Egito. A China é o maior importador de soja e a Holanda, o segundo. “O estudo também tem o objetivo de refletir sobre o papel dos consumidores e de bancos que financiam atividades predatórias”, afirma Mauro Armelin, do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil. Greenpeace diz que incêndios na Austrália são alerta do aquecimento O Greenpeace declarou que os incêndios no Estado australiano de Victoria, que já mataram ao menos 173 pessoas, devem servir de advertência sobre os efeitos da mudança climática. “Esta tragédia mostra que o clima na Austrália mudou e agora sabemos o quanto podemos perder caso não cheguemos a um acordo de ação sobre o clima mundial”, disse o porta-voz da organização Trish Harrup. A organização ressaltou que vários cientistas reiteraram que os incêndios, em meio a uma das piores ondas de calor da região sul da Austrália, são resultados da mudança climática. Harrup disse ser necessário que o governo da Austrália reduza a as emissões de gases poluentes em uma percentagem maior que o objetivo de 5% em relação aos níveis de 2000 que o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, anunciou em dezembro passado. O estudo recomendou um corte de 25% até 2020, o que os ecologistas qualificaram de insuficiente e que os empresários taxaram de absurdo. David Karoly, cientistas, explicou que a onda de calor vivida este ano na Austrália não têm precedentes e não pode estar inserida dentro da chamada “variabilidade natural”. O presidente Lula repreendeu os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes devido ao bate-boca que os dois travaram publicamente nos últimos dias. Lula determinou que eles parem de brigar e resolvam as divergências internamente. Os ministros discordam principalmente sobre dois assuntos: um é a plantação de cana na região conhecida como Planalto Pantaneiro, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Outro conflito é a revisão do Código Florestal. A lei estabelece que na região de mata atlântica, por exemplo, cada propriedade rural tem que proteger uma área de 20%. É a chamada reserva legal. Carlos Minc e Reinhold Stephanes não se entendem sobre uma eventual redução desse percentual ou uma compensação pelo uso de toda a propriedade. A briga tornou-se pública com uma entrevista do ministro da Agricultura ao jornal O Globo. Stephanes diz que não aceita o rótulo de líder dos ruralistas e acusa o colega: “Ou ele não entendeu nada ou não foi correto comigo”. Afirma ainda que não tem mais como dialogar com Minc porque ele expõe as discussões entre os dois na imprensa. Logo depois, Minc afirmou que Stephanes representa o agronegócio. “Eu acho o ministro Sthepanes experiente, ele tá ligeiramente descompensado”, disse Minc, que acrescentou que pediu a mediação da ministra Dilma Roussef, da Casa Civil. Obama promete economizar US$ 2 bi com política energética O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou decretos que limitam o consumo de combustível e as emissões de gases do efeito estufa pelos automóveis. O democrata afirmou em coletiva que as medidas criarão 450 mil empregos na área energética e que economizarão U$ 2 bilhões aos americanos. “(A medida) colocará 450 mil americanos para trabalhar com investimentos em energia limpa, permitirá dobrar a energia alternativa em 3 anos e criará uma economia de US$ 2 bilhões”, disse Obama, em coletiva na qual não poupou críticas ao seu antecessor, George W. Bush. “Quero deixar claro que fizemos nossa escolha, não seremos mais reféns de regimes hostis e de um planeta em aquecimento” disse Obama. Obama afirmou ainda que, com a aprovação do Congresso, vai aumentar os padrões de eficiência do consumo de combustível dos veículos das atuais 27,5 milhas por galão para 35 milhas por galão. “Isso pode representar uma economia de dois milhões de barris de petróleo por dia, quase todo o petróleo que importamos do Golfo Pérsico”, disse. Na entrevista coletiva, Obama ressaltou diversas vezes que as medidas não visam prejudicar a já enfraquecida indústria automobilística e sim permitir que elas de adaptem às necessidades do futuro e que sejam competitivas. Custo de reduzir CO2 drasticamente é 1% do PIB mundial Reduzir rapidamente as emissões de gases causadores do efeito estufa ao longo da próxima década custaria menos de 1% do PIB mundial até 2030, diz um relatório da consultoria McKinsey & Co. “Financiar os custos globalmente parece administrável”, diz o relatório, patrocinado pelo grupo ambientalista WWF. O preço estimado do esforço seria de US$ 256 bilhões a US$ 448 bilhões ao ano até 2030 quando, calcula-se, o PIB global atingirá US$ 77 trilhões. Os autores dizem ter trabalhado com dez grandes corporações, incluindo Shell e Volvo, e com organizações sem fins lucrativos para calcular como o mundo poderia cortar CO2 suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 2º C. Eles defendem uma grande economia de energia com a produção de carros, edifícios e maquinas mais eficientes que poderiam, um dia, cortar pela metade o consumo global de eletricidade. O economista Nicholas Stern estimou, em 2006, que uma mudança climática descontrolada poderia custar de 5% a 20% do PIB global a cada ano. Atualmente, grande parte das pessoas tem ou sonho em ter um carro próprio, devido ao conforto e praticidade que o mesmo oferece no nosso dia a dia. Por este motivo, o fluxo de carros nos grandes centros urbanos vêem aumentando consideravelmente, o que está ocasionando grandes problemas a toda sociedade e ao meio ambiente. Esse caos do transporte urbano e todas as ameaças ao meio ambiente proporcionadas pelo tamanho da frota de automóveis, impulsionaram alguns setores da sociedade a avançar no desenvolvimento de um projeto que busca atender às questões do trânsito e sua relação com a preservação ambiental: o carro movido à eletricidade. Vários pontos falam a favor do carro elétrico como um projeto capaz de juntar eficiência no transporte, preservação do planeta e melhoria de qualidade de vida, como: veículos elétricos só demandam energia quando se deslocam; nas horas de pico de trânsito, seu consumo de energia é significativamente inferior em relação aos carros movidos a combustíveis fósseis; o carro elétrico não emite gases e não produz poluição sonora e sua aceleração é suave, vibra pouco e apresenta vida útil elevada, necessitando de pouca manutenção. Porém, os modelos de carros elétricos existentes na atualidade, ainda estão longe de alcançar as metas estabelecidas, como é o caso do modelo criado pela CEMIG, o qual apresenta grandes limitações para a comercialização em larga escala, servindo apenas para atender nichos específicos, composto por pequenas frotas com a necessidade de percorrer distâncias curtas. Os principais problemas dos elétricos existentes hoje são sua autonomia, a dificuldade de atingir uma escala de produção que garanta um preço competitivo de mercado, além do peso e tamanho da bateria. No caso do modelo desenvolvido pela CEMIG, a distância percorrida sem precisar recarregar, é de até 120 km, enquanto a velocidade máxima é de 110 km/h. O carro tem uma entrada de tomada no lugar onde hoje se localiza o tanque de gasolina que pode ser ligada a qualquer fonte de 110 ou 220 volts, e a recarga necessita de oito horas. A bateria também é um ponto crucial para todos os veículos movidos à eletricidade. Isso por que para ter desempenho e potência semelhante aos carros com motor à combustão, é preciso colocar uma bateria que, ainda hoje, é grande e pesada, o que limita o desenvolvimento de modelos que interessem aos consumidores. Outro problema desses modelos é o fato de que hoje a versão elétrica ainda custa 40% mais cara que as tradicionais. Os ventos que impulsionam a nova tentativa de investimento nos carros elétricos vêm da preocupação, por parte da indústria, com o meio ambiente, seja com a poluição atmosférica ou com o aquecimento global. O veículo elétrico é mais uma alternativa para ajudar a diversificar a matriz energética nos transportes. Segundo dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), os automóveis são responsáveis por 20% das emissões de gás carbônico, em todo mundo, o que faz com que as indústrias continuem fervorosamente pesquisando e buscando novas alternativas para que o veículo elétrico se torne uma solução viável. Diante de tudo que foi exposto, espera-se que futuramente, o consumidor tenha a oportunidade de fazer uma escolha onde ele possa estar analisando os impactos positivos e negativos, para posteriormente decidir qual será o combustível de seu próximo veículo em função do maior impacto positivo e o menor impacto negativo sobre a sociedade, o meio ambiente e a economia. Escolher um carro que utilize energia renovável e de baixo impacto negativo pode se tornar uma grande decisão na direção certa. Você acha que a vida esta passando rápido demais? Não tem tido tempo para aproveitar as coisas que você gosta? No seu trabalho você possui muitas tarefas para o pouco tempo disponível? Não tem tido tempo para encontrar os velhos amigos? Por pouco conseguiu ter um tempo de folga para ler o jornal? Se você respondeu sim para pelo menos uma dessas perguntas, não fique preocupado, pois você não é o único. Todos nós temos dificuldades para administrar o tempo. A cada dia, maior é a velocidade e a quantidade de informações que chegam até nós. É fato que o tempo é o recurso mais democrático, pois todos nós temos as mesmas 24 horas. Além desta óbvia constatação existe uma outra que é inegável, mas bem menos inteligível, aos poucos você vem percebendo que o tempo vai ficando mais curto. “Não sobra mais tempo pra nada”, dizemos. Podemos dizer que estamos passando por uma espécie de patologia denominada síndrome da falta de tempo. Antigamente, para manter-se bem informado, usávamos a informação dos amigos, o jornal, o rádio e mais modernamente a TV. Agora, além disso tudo, ainda temos a internet, o e-mail, o celular, painel eletrônico e entre outros... No meio desse turbilhão de informações que chegam até nós, é impossível saber o que é propaganda e o que é notícia. Somos bombardeados com todo tipo de informação. Assim, em nosso dia, temos muitas tarefas para pouco tempo. A sensação é a de que o tempo passa rápido demais. Nem parece que já se passaram 3 anos e meio que o furacão Katrina passou pelos EUA, 4 anos que a Tsunami devastou a Indonésia e 3 meses que as chuvas arrasaram com Santa Catarina. Mas será que esta falta de tempo é uma ilusão dos nossos dias ou existe uma explicação racional para esse fato? Em 1952, o físico alemão W.O. Schuman constatou que a Terra é cercada por um campo eletromagnético muito forte que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, camada que fica a cerca de 100 km da superfície terrestre. Este campo possui uma ressonância mais ou menos constante na ordem de 7,83 pulsações por segundo. Estas pulsações seriam responsáveis pelo equilíbrio da biosfera. Isto também se aplica ao cérebro humano que funciona na mesma freqüência da Terra, 7,38 hertz. Por milhares de anos, o nosso Planeta seguia neste ritmo de pulsações, o que proporcionava um relativo equilíbrio ecológico. Mas a partir da década de 80, acentuando-se nos anos 90, esta freqüência passou de 7,38 para 11 e depois para 13 hertz por segundo. O coração da Terra literalmente disparou. Como conseqüência experimentamos inúmeros desequilíbrios ambientais, como perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões, conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Esta aceleração fez com que a jornada de 24 horas da Terra ficasse em 16 horas. Assim a Ressonância de Schuman explicaria que a percepção de que o tempo está a passar mais rápido não é ilusória. Porém, tudo isso ainda não passa apenas de uma teoria, não podemos afirmar que seja realmente verdade. Verdade ou não é importante pararmos para refletir que se o tempo esta passando tão rapidamente, será que haverá tempo para o meio ambiente se recompor de todos os danos que estamos causando a ele diariamente? As chances de um Natal branco nas regiões temperadas do Hemisfério Norte diminuíram no último século e devem se reduzir ainda mais até 2100, segundo especialistas de clima. Embora partes da Ásia, da Europa e da América do Norte ainda possam ter o chão coberto de branco nesta semana, o aumento de 0,7 grau Celsius nas temperaturas médias do planeta desde 1900 e as projeções feitas para 2100 indicam uma tendência inexorável. “A probabilidade do solo estar coberto por neve no Natal já é menor do que há 50 anos, mas se tornará uma raridade ainda maior em muitos lugares até o final do século”, disse Friedrich-Wilhelm Gerstengarber, climatologista do Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático. Há cada vez mais sinais de que a ação humana, especialmente a queima de combustíveis fosseis, está provocando alterações climáticas no planeta. As emissões de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, cresceu cerca de 70 por cento desde 1970, e na pior das hipóteses pode mais do que dobrar em relação aos valores atuais até 2050, segundo uma comissão científica da ONU. O aquecimento deve provocar inundações, ondas de calor, tempestades e elevação do nível dos mares. Em Londres, um musical conta a história das lendas e do folclore da Amazônia O Brasil em cartaz, a Amazônia em destaque. Cultura verde-amarela para inglês ver e aplaudir. O musical que estreou no mês passado em Londres conta a história das lendas e do folclore da floresta. A cobra grande, o boi Bumbá, o boto cor de rosa que vira gente para namorar. O cenário é o estado do Acre, dividido: de um lado o progresso, do outro, os povos da floresta. No meio do conflito, sempre na defesa da união pela preservação da Amazônia, o espírito de Chico Mendes. “Ele morreu defendendo o povo da floresta e hoje, 20 anos depois a gente está acordando para os assuntos que ele já alertou o mundo”, declara Paul Heritage, diretor. O diretor fala português porque durante vários anos viveu em Brasília e dirigiu peças de teatro em presídios. Trouxe pra Londres, o gosto pelo Brasil. Segundo o diretor um dos principais objetivos do musical é “ensinar, aos pouquinhos, a importância da luta pela preservação das nossas florestas. Fazer com que o martírio de Chico Mendes não tenha sido em vão”. Lula lembra 20º aniversário da morte de Chico Mendes No dia em que se completaram 20 anos do assassinato de Chico Mendes, no Acre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o líder seringueiro só passou a ser compreendido no País depois de ser premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1987. “Até então, ele era tratado aqui no Brasil como se fosse uma figura baderneira, um grevista, que atrapalhava que os empresários derrubassem a floresta. E o Chico Mendes defendia não apenas a floresta por defender a floresta. Ele defendia um jeito moderno de o povo que mora na floresta sobreviver”, lembrou Lula. Ao homenagear o sindicalista, Lula contou que o conheceu em 1980, ano de fundação do PT. Chico Mendes foi dirigente do partido no Acre. “Tivemos uma relação política forte”, lembrou. “Quando Chico Mendes foi assassinado é que o Brasil tomou consciência de que tinha uma liderança extremamente importante, anônima.” O presidente afirmou que há “muitos Chico Mendes espalhados pelo Brasil afora” e que começam a ser valorizados. “Chico Mendes merece sempre ser lembrado, merece ser lembrado no mundo, porque fez a diferença na defesa da dignidade da vida e da preservação da floresta”, concluiu Lula. Chico Mendes foi assassinado, em 22 de dezembro de 1988, por defender a floresta amazônica do avanço do desmatamento. |